Polícia Federal apura fraude de R$ 1,8 milhão em esquema de corrupção envolvendo médicos do IJF e HGF

14 de fevereiro de 2019 às 14:55

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 14, a Operação Fratura Exposta de combate a um esquema de fraude de R$ 1,8 milhão que envolve médicos ortopedistas vinculados a hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Ceará. A operação cumpre mandados de prisão temporária contra dois médicos em Fortaleza.

A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) emitiu nota comunicando que “ainda não foi notificada da operação desenvolvida pela Polícia Federal” e que está solicitando, por meio da Procuradoria Geral do Estado, informações a respeito das investigações.

O órgão também informou que “é de seu total interesse que todos os fatos sejam devidamente investigados e que os envolvidos em qualquer irregularidade sejam punidos dentro da lei”.

A reportagem entrou em contato com o Instituto Doutor José Frota (IJF) para saber mais informações sobre as investigações e o órgão ainda não se pronunciou. O Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) também foi contactado e a reportagem aguarda resposta.

Cerca de 80 policiais federais cumprem também 26 mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens de 14 envolvidos. Os mandados foram expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal no Ceará.

Como funcionava o esquema

A associação criminosa é composta por médicos responsáveis pela solicitação de produtos fornecidos por uma importadora de material médico-cirúrgico em troca de comissões indevidas, deixando mais caros os procedimentos cirúrgicos feitos pelo SUS nos hospitais, segundo a PF.

O esquema acontecia no Instituto Dr. José Frota (IJF), que é referência em traumatologia no Ceará; no Hospital Geral de Fortaleza (HGF); no Universitário Walter Cantídio (HUWC); e na Organização Social Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH).

Investigação

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, entre 2013 e 2016 os investigados receberam cerca de R$ 1,8 milhão em comissões indevidas. A investigação começou em 2016 a partir de uma denúncia recebida pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará e compreende procedimentos cirúrgicos realizados entre os anos de 2013 e 2018.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa e corrupção ativa e passiva, cujas penas variam de 2 a 12 anos, de acordo com o nível de participação.

O nome da Operação Fratura Exposta faz referência à grave lesão tratada pela ortopedia.

Repórter Ceará com informações do G1-CE

Compartilhar...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Os comentários estão fechados
Mídia Kit

Anuncie no Repórter Ceará

Baixe o Mídia Kit


Contato: jornalismo@sistemamaior.com.br

Anúncio
Entendendo A Notícia
Curta nossa página
Escute ao vivo
SerTão TV
Visite-nos
Tempo