Bloqueio de verba poderá interferir no funcionamento de hospitais ligados à Universidade Federal do Ceará

7 de maio de 2019 às 16:14
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O bloqueio de 30% no orçamento da Universidade Federal do Ceará (UFC), mediante determinação do governo federal, representa uma perda de mais de R$ 45 milhões aos cofres da instituição. Além de dificultar o pagamento de despesas e interferir em novos investimentos, o percentual retido pode impactar ainda no funcionamento do Hospital Universitário Walter Cantídio e na Maternidade Escola Assis Chateaubriand.

A informação é do reitor Henry Campos, repassada durante entrevista a reportagem, nessa segunda-feira, 06. Sem dimensionar os prejuízos da medida anunciada pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 30 de abril, ele confirma a possibilidade de os dois hospitais universitários ligados à UFC terem dinâmica alterada.

“Poder, pode, porque eles também se beneficiam de atividades de ensino e de pesquisa”, pondera o reitor, explicando ainda que, embora as unidades não recebam verba do MEC para funcionar, a falta de recurso suficiente impossibilita a execução de atividades de extensão dos estudantes. “Eu não quero nem imaginar, porque isso não seria uma coisa drasticamente imediata, mas seria progressivamente e isso teria um peso nas atividades do hospital e da maternidade, influenciando até numa redução da qualidade do serviço prestado”, considera.

Orçamento

O orçamento previsto para este ano na UFC era de R$ 158 milhões. Do valor bloqueado, R$ 43 milhões seriam destinados ao custeio, que envolve despesas com água, luz, restaurante universitário, manutenção, limpeza e segurança. Já os outros R$ 2 milhões, para investimentos nos 8 campi da universidade, como aquisição de equipamentos e finalização de obras em andamento.

Contudo, segundo Henry Campos, a instituição ainda não foi comunicada oficialmente acerca da medida, embora o bloqueio já conste no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec), desde o dia do anúncio. Por esse motivo, o reitor deve encaminhar até a próxima quarta-feira, 08, um documento ao MEC evidenciando os indicadores de desempenho da UFC, como tentativa de reverter a decisão.

“A universidade vem cumprindo muito bem o seu papel e sendo muito bem avaliada nos rankings, os cursos são bem avaliados as pós-graduações são muito positivas, enfim, a gente lidera entre as universidades do Nordeste”, destaca o reitor. Caso o MEC não mude de ideia, Henry Campos pede que o órgão o direcione sobre a continuidade das atividades na Universidade Federal do Ceará com o novo orçamento. “Preciso saber como eu devo proceder porque ele é o mantenedor, de quem será a responsabilidade do vencimento desses contratos, que atividades eu devo suspender”, declara.

Repórter Ceará com informações do G1-CE

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