Waldonys e Margarete Menezes vão ao Vaticano cantar em canonização de Irmã Dulce

9 de julho de 2019 às 15:15

Irmã Dulce será proclamada santa, pela Igreja Católica, no dia 13 de outubro de 2019, em cerimônia presidida pelo Papa Francisco, no Vaticano, às 10h (horário local). O sanfoneiro Waldonys e a cantora Margarete Menezes, considerado embaixadores da beata, irão participar da cerimônia na Europa. Conforme as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), o cerimonial do Vaticano vai disponibilizar 15 mil convites para os devotos e admiradores que quiserem prestigiar a solenidade, que será presidida pelo Papa Francisco.

“Maria Rita, a sobrinha da Irmã Dulce, me ligou. Já conversamos sobre a nossa ida. É um momento importante para todos os religiosos”, disse Waldonys ao Verso. O cantor está em Nova Iorque para participar do Ny Forró 2019.

O anúncio da proclamação foi feito na manhã de segunda-feira, 1º, em cerimônia presidida pelo Papa Francisco, em Roma, e pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, no Santuário da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres. Ao lado de Maria Rita Pontes, superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), e diante de jornalistas, religiosos, devotos, profissionais, moradores e voluntários da instituição, Dom Murilo disse que a religiosa, conhecida como o Anjo Bom da Bahia, “se tornará a primeira santa brasileira da nossa época”. Oficialmente, ela passará a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres e terá como data litúrgica o dia 13 de agosto.

Dom Murilo Krieger anunciou ainda dois outros eventos referentes à cerimônia de canonização: a primeira missa em honra da santa, que será realizada no dia 14 de outubro, às 10h, na Igreja de Santo Antônio dos Portugueses, uma edificação do século XVII, em Roma, “em agradecimento pelo dom de Irmã Dulce”; e o segundo momento, a celebração no Brasil, em Salvador, dia 20 de outubro, às 16h, que irá reunir devotos e admiradores da religiosa, em local ainda a confirmar.

Para o arcebispo, com seu exemplo, Irmã Dulce “nos mostra que a santidade, em nosso tempo, é possível”, e que, assim como ela, podemos “imitar o Salvador: o que caracteriza o trabalho de Irmã Dulce é o amor que ela colocou no que fez junto aos mais necessitados”. Para Maria Rita, sobrinha da beata, sua canonização reforça o compromisso “de defender a sua obra”.

As Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) montaram uma secretaria especial para orientar as pessoas que pretendem participar do evento. As solicitações de convites devem ser feitas pelo e-mail: canonizacao@irmadulce.org.br.

Processo de canonização

A causa da Canonização de Irmã Dulce foi iniciada em janeiro de 2000. Em abril de 2009, o Papa Bento XVI reconheceu as virtudes heroicas da Serva de Deus Dulce Lopes Pontes, autorizando oficialmente a concessão do título de Venerável à religiosa. O título é o reconhecimento de que Irmã Dulce viveu, em grau heroico, as virtudes cristãs da fé, esperança e caridade. Em outubro de 2010, a Congregação para a Causa dos Santos, através de voto favorável e unânime de seu colégio de cardeais e bispos, atestou a autenticidade do primeiro milagre atribuído à Irmã Dulce, cumprindo, dessa forma, a última etapa do processo de beatificação.

O referido milagre ocorreu na cidade de Itabaiana, em Sergipe, quando, após dar à luz seu segundo filho, Gabriel, em 11 de janeiro de 2001, Claudia Cristina dos Santos sofreu uma forte hemorragia, durante 18 horas, tendo sido submetida a três cirurgias na Maternidade São José. Diante da gravidade do quadro, o obstetra Antônio Cardoso avisou a família que apenas “uma ajuda divina” poderia salvar a vida de Cláudia. Em desespero, a família da miraculada chamou o padre José Almí para ministrar a unção dos enfermos. O padre, no entanto, decidiu fazer uma corrente de oração pedindo a intercessão de Irmã Dulce e deu a Cláudia uma pequena relíquia da Bem-Aventurada. A hemorragia cessou subitamente. O caso de Cláudia foi analisado por dez peritos médicos brasileiros e seis italianos. Segundo o médico Sandro Barral, um dos integrantes da comissão científica que analisou o milagre, “ninguém conseguiu explicar o porquê daquela melhora, de forma tão rápida, numa condição tão adversa”. O milagre passou por três etapas de avaliação: uma reunião com peritos médicos (que deram o aval científico), com teólogos, e, finalmente, a aprovação final do colégio cardinalício, tendo sua autenticidade reconhecida de forma unânime em todos os estágios.

Já no dia 10 de dezembro de 2010, o Papa Bento XVI autorizou a promulgação do decreto do primeiro milagre. Irmã Dulce foi então beatificada no dia 22 de maio de 2011, em cerimônia realizada no Parque de Exposições de Salvador, reunindo mais de 70 mil pessoas. Na ocasião, a freira baiana foi coroada como a primeira beata nascida na Bahia e passou a se chamar Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo o dia 13 de agosto como data oficial de celebração de sua festa litúrgica. Faltava apenas a validação de um segundo milagre para que a religiosa fosse então canonizada.

Repórter Ceará com informações do Diário do Nordeste

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