Foto: Brenno Oliveira

Editorial: A cultura do Sertão Central vive!

30 de julho de 2019 às 10:59

A cultura do Sertão Central se mostrou viva. Oscilando de debates a apresentações musicais, a Mostra Sesc de Culturas, realizada em primeira edição no Sertão Central, colocou a região no centro cultural do Estado e evidenciou os artistas locais, como também, de outras partes do Ceará.

Nas fotografias, nas conversas, nos cortejos, nas letras das canções e na melodia dos instrumentos foram transmitidos conhecimentos, experiências, costumes e hábitos, culminando em uma grande obra de arte multifacetada e unida. Um paradoxo compreensível que reanimou o coração da população centro do Estado.

Tudo começou com os “Novos olhares para Monalisa”, de Andréa Dall’Olio Hiluy, em Quixadá, e findou com os “Corações Democratas”, de Fausto Nilo e Moraes Moreira, em Quixeramobim. Foram shows visuais e audíveis durante os quatro dias de programação nos dois municípios supracitados, além de Ibaretama e Senador Pompeu.

A Mostra Sesc de Culturas passa, mas ficam vários ensinamentos para gestores culturais, produtores e fomentadores de toda a região do Sertão Central. Isto dito, pela forma com que o Sesc consegue formatar um evento que usa recurso para cultura como investimento e não apenas como “dinheiro gasto” (pensamento de alguns gestores culturais da região), que privilegia a economia criativa e potencializa espaços ociosos que poderiam ser ocupados com programações semanais. É preciso acostumar nossa gente sertaneja a ver espetáculos teatrais, de dança, ver filmes ou apenas ouvir boas conversas com gente de muita experiência, que foi isso que a Mostra nos trouxe.

Outra visão recai sobre o sentido de alguns espaços, em especial de Quixeramobim, como o Teatro do Memorial Antonio Conselheiro, que recebeu inúmeras atividades, como apresentação de espetáculos teatrais, roda de conversa e lançamento de livro, fazendo sentido ao que de fato o homenageado da Mostra, Fausto Nilo, se propôs a pensar quando concebeu no projeto do Memorial em sua construção.

Os municípios devem fazer valer a memória dos filhos do Ceará. Uns ainda vivem, outros permanecem na memória e na história, mas nunca devem cair no esquecimento. O hoje foi construído por nomes como Rachel de Queiroz, Antônio Conselheiro e Mestre Piauí, dentre outros citados no evento. É desastrosa uma sociedade que não valoriza e não conhece sua própria cultura. É deixar morrer um pedaço da história a cada geração.

Por isso, é preciso entender e lembrar que, a importância de um movimento histórico como este que ocorreu nestes quatro dias, vai muito além da programação. A Mostra Sesc fez chover cultura no Sertão Central e plantou uma semente, que deverá ser cuidada para germinar e fincar raízes nesta terra.

“Foi folia, circo, riso, interação.
Foi paixão e carinho pela singularidade.
Foi respeito, tolerância e conhecimento.
Foi a cultura tomando forma.
E se reformando pela coletividade.”

Editorial do Repórter Ceará (Foto: Brenno Oliveira)

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