Estudo experimental de vacina contra HIV é suspenso devido à ineficácia

13 de fevereiro de 2020 às 08:44
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O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid) dos Estados Unidos anunciou que o ensaio clínico HVTN 702, um estudo de vacina contra o HIV, foi interrompido. Apesar de nenhum problema de segurança ter sido encontrado, os dados independentes e o conselho de supervisão mostraram que a vacina era ineficiente em prevenir a transmissão do vírus.

O teste, conduzido em 14 localidades na África do Sul, acompanhou mais de 5,4 mil pessoas de 18 a 35 anos, com estado sorológico negativo para o HIV, por mais de 18 meses. Os participantes receberam seis injeções durante o período de seis meses, sendo vacina ou placebo.

Uma análise feita depois de pelo menos 60% dos participantes estarem há mais de 18 meses no estudo mostrou que havia 129 infecções de HIV entre as pessoas que tomaram a vacina, enquanto 123 pessoas que usaram o placebo se infectaram.

“Apesar de estarmos obviamente desapontados com os resultados, aprendemos coisas importantes para testes futuros. Agradeço à equipe do estudo por esse importante ensaio clínico da vacina”, disse a diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Winnie Byanyima.

Apesar do estudo ter sido interrompido, outras vacinas importantes estão sendo testadas em escala atualmente — o ensaio Mosaico, que está testando uma vacina entre a população trans e homens gays e outros homens que fazem sexo com homens nas Américas e na Europa, e o teste Imbokodo, que está testando a vacina entre mulheres na África Subsaariana. Uma vacina efetiva contra o HIV poderá ser a chave para manter o progresso contra o vírus no futuro.

Apesar de investimento considerável em prevenção durante o teste, ainda houve uma incidência de HIV de cerca de 4% por mês entre as mulheres participantes, um percentual considerado elevado.

A transmissão de HIV pode ser prevenida. Isso exige a combinação correta de intervenções, incluindo testes para HIV; terapia antirretroviral para pessoas vivendo com HIV; profilaxia de pré-exposição; camisinhas e outras opções de prevenção; serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo educação sexual abrangente; manter meninas na escola; e a suspensão das barreiras sociais, legais e econômicas para meninas e mulheres.

Repórter Ceará – ONUBR

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