Terra da Luz e berço da liberdade: O sol raiou e quebrou as correntes da escravidão

25 de março de 2020 às 11:11
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Há 136 anos, o Ceará dava seu primeiro grito de liberdade, onde todos teriam o direito de andar sem correntes e sem distinção de uma pessoa descalça para uma com sapato. Hoje, o Estado celebra a honra de ser a “Terra da Luz”, a primeira do País a libertar seus escravos.

Foi em 25 de março de 1884, 4 anos antes da Lei Áurea (13 de maio de 1888). As nomeações “Terra da Luz” e “berço da liberdade” fazem referência ao ato. Não é à toa que o Palácio do Governo é denominado “Palácio da Abolição”. O momento não representa somente um ato político, mas um marco histórico, social e cultural.

Foram dias de luta como a do jangadeiro Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar, que se recusou, juntamente com outros jangadeiros, a transportar os escravos dos navios para o continente.

A libertação dos escravos, no entanto, não representa o fim da opressão através do racismo e do preconceito. É preciso lutar diariamente pelo fim de estigmas enraizados que prejudicam a plena convivência entre as pessoas.

Com tudo isso, a data é um momento de reflexão. Que tenhamos orgulho de ser cearenses e que superemos as barreiras históricas e ideológicas que nos separam. Que o Ceará seja o “berço da liberdade”, com o significado do nome carregado no coração de cada irmão/irmã deste terra.

Repórter Ceará (Foto: Tiago Stille/Governo do Ceará)

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