Sarto registra luto oficial na Assembleia Legislativa por vítimas do covid-19 no Estado

13 de maio de 2020 às 16:23

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado José Sarto (PDT), deu início à sessão do Sistema de Deliberação Remota (SDR) desta quarta-feira, 13, e registrou o luto oficial declarado pelo Parlamento cearense em razão das 1280 mortes causadas pelo covid-19 no Ceará.

O parlamentar lamentou o alto número de óbitos e lembrou que não podem ser vistos somente como estatísticas, mas histórias de vidas que foram interrompidas. “Os números nos impressionam e nos anestesiam, diante de tantas notícias diárias, mas esses óbitos representam histórias de vida. Pessoas que foram retiradas da nossa convivência pela pandemia do covid-19”, refletiu.

Para José Sarto, a situação aumenta a responsabilidade dos homens públicos, no que diz respeito ao bom senso e calma na definição de medidas para proteger a saúde a vida dos cearenses.

“Deixo aqui nosso pesar e palavra de conforto aos familiares desses 1.280 cearenses que perderam a guerra contra o covid e sequer puderam velar seus entes queridos. Lamentavelmente perdemos três servidores da Assembleia, e alguns que se encontram internados. Por isso, mais uma vez, reforço que esses números não são apenas estatísticas, são pessoas, mães, pais e filhos”, solidarizou-se.

O presidente explicou ainda como seriam os trabalhos da sessão remota desta quarta-feira, uma vez que não existem matérias para serem deliberadas. “Discutimos com o Colégio de Líderes e a Mesa Diretora uma modalidade de debate que todos pudessem falar e que foi acatada. Cada deputado terá cinco minutos improrrogáveis para discutir, cabendo permuta e cessão do tempo entre os parlamentares”, informou.

Ainda durante a sessão remota, o deputado José Sarto (PDT) fez menção aos 132 anos da abolição da escravidão no Ceará, lembrado nesta quarta-feira, 13. Ele ressaltou que a abolição aconteceu no Ceará ainda antes da promulgação da Lei Áurea, que libertou os escravos em território brasileiro. “Estes eram trazidos ao Brasil da África por europeus, como mão de obra, com o intuito de enriquecer as grandes nações daquele período”.

O deputado registrou ainda que os escravos foram mantidos em condições inumanas por muito tempo, que a luta por igualdade em termos de garantia de direitos segue até hoje.

Repórter Ceará (Foto: Edson Júnio Pio)

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