General Augusto Heleno diz que apreensão de celular de Bolsonaro pode afetar estabilidade nacional

22 de maio de 2020 às 16:19
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O Ministério do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo general Augusto Heleno, divulgou nesta sexta-feira, 22, nota para se manifestar contra o pedido de apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro que foi encaminhado pelo STF à procuradoria-geral da República para manifestação.

“Tal atitude é uma tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis na estabilidade nacional”, disse o general em nota.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, determinou à Procuradoria-Geral da República que se posicione a respeito de pedidos feitos por congressistas de depoimentos, busca e apreensão do celular de Jair Bolsonaro e de seu filho Carlos.

A medida é considerada de praxe, já que cabe ao Ministério Público Federal se posicionar nesses casos. Celso de Mello não determinou qualquer ação contra o presidente. A manifestação está relacionada ao inquérito que apura se o presidente tentou interferir politicamente na Polícia Federal.

As ações fazem parte de três notícias-crimes apresentadas por políticos que pediram aprofundamento das apurações sobre a acusação feita pelo ex-ministro Sergio Moro de que Bolsonaro tentava interferir politicamente na Polícia Federal.

O ministro afirma que é dever jurídico do Estado promover a apuração da “autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por ‘qualquer pessoa do povo’” no despacho que enviou à Procuradoria-Geral da República.

Repórter Ceará – Congresso em Foco (Foto: Adriano Machado/Reuters)

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