Editorial: Quixeramobim continua com mais pré-candidatos do que certezas eleitorais

14 de junho de 2020 às 14:11 1

Por conta da pandemia, o palco de discussões e decisões políticas em Quixeramobim, no Sertão Central cearense, não é visível para a população, no entanto, é nos bastidores – como sempre – que as principais medidas são tomadas, como a saída de Guida Pimenta, chefe de Gabinete da Prefeitura Municipal, e de Fernando Rony, secretário da Educação do município, de suas respectivas titulações na administração local para disputar, eventualmente, um cargo no Executivo da cidade.

O futuro de ambos ainda não foi revelado, mas os sussurros apontam que Rony deve compor uma chapa para o pleito eleitoral, seja para vice ou para o cargo de prefeito, trazendo a marca de resultados na área da Educação que o colocam como nome viável para a disputa. Além do grupo de Clébio Pavone, forma-se o “Sem vaidade e sem egoísmo”, grupo criado com vários partidos contra a aliança dos ex-prefeitos Cirilo Pimenta (PDT) e Edmilson Correia (PSD), apadrinhada pelo presidente do PSD Ceará, Domingos Filho. No entanto, ninguém quer tirar o doce da boca da criança.

Apesar de estarem no mesmo bloco, as lideranças e os pré-candidatos não chegaram a um consenso de quem há de representá-los na disputa, já que todos querem ser cabeças de chapa e ninguém quer ser vice.

No geral, o PT continua firme na pré-candidatura de Pedro Coelho, com o apoio do deputado federal José Guimarães e do presidente municipal da sigla, Paulo Ferreira; Neto Nogueira e José Maria Pimenta, ambos do PTC, querem seus nomes no pleito; Tarso Borges largou o PSD para o PSB, o que revelou um inesperado distanciamento com Cirilo, uma incógnita em relação a Edmilson e uma aproximação com o advogado Karlos André e o médico Dr. Carlos Roberto Mota Almeida. O PROS, do deputado federal Capitão Wagner, conta com Marcos Rogério, vice de Clébio, e Carlinhos Contador. E quanto ao atual prefeito de Quixeramobim, sua vida política está “entregue a Deus”, conforme ele mesmo declarou, porém, Pavone tem fortalecido o PP no município, com o apoio de Zezinho e AJ Albuquerque, devendo ser candidato, sim, a reeleição.

Fato é que pouco se sabe dos desdobramentos, já que o PDT quer a Prefeitura de Quixeramobim e, recentemente, o presidente do partido na cidade, João Victor Santiago, deixou subentendida uma possível aliança com o PSL, que, sem surpresa, vem sendo acompanhado por Cirilo. O ex-partido de Bolsonaro, no entanto, não caminha integralmente com o presidente da República, já que está dividido. Afrânio Feitosa, presidente da sigla na cidade, já revelou discordar do presidente quanto ao isolamento social, mas a profundidade da dissonância política é um campo em total breu.

Levando em consideração que Edmilson é do PSD, que está aliado ao PDT, e que o médico Rômulo Coelho é do MDB, do ex-senador Eunício Oliveira, o apoio de ambos é crucial para definir a próxima chapa vencedora do Executivo de Quixeramobim, em razão dos dois desfrutarem de forte apoio popular na cidade. Ainda há que se destacar os Ferreira Gomes e o governador Camilo Santana (PT), que tornam a situação ainda mais incerta, já que Pedro integra o mesmo partido do gestor estadual, o PP de Clébio ser da base de apoio do Governo do Estado, além de Tarso e Cirilo gozarem de apoio dos Ferreira Gomes.

A conclusão de todo o arranjo é uma total desarmonia, ainda, que não apresenta um espetáculo concreto, digno de ser apreciado pelos quixeramobinenses.

Editorial do Repórter Ceará

Compartilhar...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
1 Comentário
  1. ANITA disse:

    E muita indefinição
    Pior que
    QUARENTENA

    ninguém sabe quando
    vai
    acabar kkkkk

Os comentários estão fechados
Anúncio
Mídia Kit

Anuncie no Repórter Ceará

Baixe o Mídia Kit


Contato: jornalismo@sistemamaior.com.br

Entendendo A Notícia
Curta nossa página
Escute ao vivo
SerTão TV
Visite-nos
Tempo