Dois Antônios de setembro: Mariaga (06/09/1919) e Piauí (15/09/1939)

Terezinha Oliveira • Colunista do Repórter Ceará
15 de setembro de 2020 às 08:50 0

Por influência do Santo Padroeiro, muitos meninos nascidos em Quixeramobim recebem o nome de Antônio. Setembro é o mês que comemoramos a vida de dois “Antônios” que foram MESTRES que se dedicaram a fazer Arte Popular afirmando a nossa Tradição.

Antônio Barbosa Lemos, o “Mariaga”, sempre muito devoto, foi Sacristão e Congregado Mariano; auxiliou o vigário em obras da Paróquia como na construção do Patronato e do Salão Paroquial. Idealizou e mobilizou a comunidade para a instalação do Cruzeiro no Serrote do Boqueirão.

Pequeno em seu corpo franzino, mas gigante no papel de Animador Cultural, atuando na organização dos Festejos religiosos e outros eventos culturais. Ornamentava os ambientes, animava as Quermesses com dois partidos: o Azul e o Encarnado. Foi um SER de múltiplas habilidades; produzia apresentações de Congadas, Pastoris e Dramas executando os figurinos, cenários etc. Foi criador de Clubes Sociais e Time de Futebol: o Ideal e o Palmeiras. Detentor de dotes culinários era o “mestre cuca” mais requisitado para fazer banquetes e bolos diversos.

Dedicou-se à valorização das tradições de nossa gente, pesquisando o folclore e promovendo a Cultura desse Sertão. Sua atuação conduzindo o BOI de REISADO deixou como legado muitos brincantes talentosos como Zé Erasmo, Zé Gildo e Mestre Piauí, aquele que se tornaria uma expressão da Cultura estadual.

Antônio Batista da Silva nasceu no bairro da Maravilha, onde viveu até a idade adulta. Por lá passavam tropeiros que iam ou vinham do vizinho Estado do Piauí e o menino irrequieto os ajudava a cuidar dos animais, ouvia suas histórias que despertaram sua vontade de conhecer aquele lugar distante; de tanto falar sobre isso foi apelidado de “Piauí”.

Depois que Antônio da Mariaga se ausentou, coube a esse Antônio continuar o folguedo do Boi de Reisado. Já morando nos Barracões do DNOCS foi reunindo outros brincantes e todo ano saiam pelas ruas no Ciclo Natalino.  Na década de 80 foi morar no Mutirão da Pompéia e depois para o bairro vizinho. Em 2005 recebeu do Governo do Estado o Título de “MESTRE da CULTURA CEARENSE”. Sendo considerado Patrimônio Vivo e fazendo jus ao auxílio financeiro no valor de 1 salário mínimo como ajuda de custo para manutenção e repasse da atividade folclórica.

Não temos mais esses queridos MESTRES que brilham em outros “Terreiros”. Por aqui a continuidade do folguedo está com a Família do Mestre Piauí, liderada por seu filho Vandinho.

Confira mais artigos da coluna de Terezinha Oliveira clicando AQUI.

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