Editorial: Entre farpas e alianças, Quixeramobim e Quixadá prometem eleição histórica em 2020

18 de setembro de 2020 às 09:21

As convenções partidárias realizadas em Quixeramobim e Quixadá foram marcadas por surpresas e troca de farpas entre os partidos. Ressentimentos voltaram à tona e novos problemas foram criados. Como invenção humana, a política partidária mostrou sua fluidez e capacidade de estar onde convém. Por isso, as Eleições 2020 nestes dois municípios devem ser as mais movimentadas dos últimos anos.

Começando por Quixeramobim, cinco chapas devem chegar a disputar o pleito pela Prefeitura, o que não ocorre desde 1982. Contudo, o que chamou atenção foi uma aliança inédita que se formou: PSL e PDT. A nível estadual e nacional, as duas siglas continuam sendo opostas. Os pedetistas são representados na eleição por Cirilo Pimenta (PDT), ex-prefeito, que tem como vice Edmilson Júnior (PSD), também ex-gestor da cidade. O aval da candidatura teve o crivo de Cid Gomes (PDT) e de Domingos Filhos (PSD).

PT e MDB estão unidos em uma única chapa também, representada, respectivamente, por Pedro Coelho (candidato a prefeito) e Tarsianne Borges (candidata a vice). A união conta com o apoio de caciques locais, como o médico Rômulo Coelho, e de Tarso Borges, ex-pré-candidato que não teve sigla disponibilizada para a disputa em razão do PSB decidir apoiar Cirilo, além do aval do ex-senador Eunício Oliveira (MDB).

Quem caminha mais isolado é Clébio Pavone e Fernando Ronny, a chapa pura do PP. Rumo à reeleição, Clébio não costurou apoio para sua candidatura e perdeu aliados para os adversários, como é o caso de Marcos Rogério, que é candidato a prefeito pelo PROS, juntamente com Carlinhos Contador, seu vice, além de Tomaz Holanda, que resolveu apoiar e firmar a candidatura de Neto Nogueira e José Maria Pimenta, pelo PTC, para o Paço Municipal.

Partindo para Quixadá, até corrida já foi apostada: entre Ilário Marques (PT) e Ricardo Silveira (PSD). No meio de cinco chapas, os dois continuam sendo os principais adversários políticos um do outro.

Ilário, que conta com o poder da máquina pública, tentará a reeleição ao lado de Pedro Baquit, em uma união – a tão sonhada pelo governador Camilo Santana para Fortaleza – entre PT e PDT. Já Ricardo, também com chapa mista, já que seu vice, Marcelo Ventura, é do PSB, tem ao seu lado o atual vice-prefeito de Quixadá, João Paulo (PTB), que desistiu da candidatura para lhe oferecer apoio.

Ademais, há Sérgio Onofre (Cidadania) e Walker Fernandes (Podemos), uma chapa abençoada pelo ex-governador Lúcio Alcântara. Sérgio, por sua vez, não mostra simpatia nem por Ilário, nem por Ricardo, e segue firme na disputa, quando alguns pensavam que o advogado iria desistir. A quarta chapa é a do vereador Cezar Augusto, que junto com ‘Pretinho’, como é conhecido seu vice, disputarão a Prefeitura da Terra dos Monólitos pelo MDB. Aqui, uma observação: O parlamentar era aliado de Osmar Baquit e de Ilário, mas rompeu com ambos. Outro nome é o do professor Cícero Freitas (Rede Sustentabilidade) que tem como vice o advogado João Batista Rodrigues, formando chapa pura para a disputa.

Até o dia 26 de setembro, os candidatos devem ser registrados junto à Justiça Eleitoral. Até lá, como também, depois deste período, alguém pode chegar a desistir para ofertar apoio a outro candidato. Ou não. Considerando que os bastidores estão sendo apresentados ao público agora, muita fumaça ainda há de sair pela chaminé, afinal, não se sabe quanta lenha falta para queimar.

Editorial do Repórter Ceará

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