Campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos promove 15 dias de iniciativas transformadoras

2 de outubro de 2020 às 16:29

A campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos deu início esta semana a um período de 15 dias de ação para a visibilidade de iniciativas transformadoras que ajudem a transformar a vida de mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes.

Durante os próximos dias, serão compartilhadas histórias de mulheres rurais promotoras da alimentação saudável, guardiãs da terra, líderes e empreendedoras, com base em três eixos: direitos e autonomia econômica; papel produtivo em sistemas agroalimentares; redução de lacunas e uma vida livre de violência. No dia 15 de outubro, encerra-se a ação com a celebração do Dia Internacional das Mulheres Rurais.

Em 2020, diante da pandemia da COVID-19, a campanha busca reconhecer a liderança, as capacidades e as necessidades urgentes das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes, uma vez que as elas não pararam de trabalhar para responder à demanda por alimentos nas cidades e comunidades rurais, assim como a necessidade de alimentar suas próprias famílias.

Desde antes da pandemia, as mulheres rurais enfrentavam uma gigantesca sobrecarga de trabalho produtivo, familiar e doméstico, pelo qual não recebem pagamento. Os desafios da pandemia apenas tornaram essa situação mais complexa, pois as mulheres ainda devem dedicar parte de seu tempo a cuidar de crianças que deixaram de ir à escola e de doentes e pessoas da terceira idade. Somados a essa situação crítica estão os recentes relatórios sobre o aumento da violência de gênero, como resultado das medidas de quarentena e isolamento social que foram implementadas pelos países.

Campanha 2020

Este é o 5º ano da campanha #MulheresRurais, mulheres com direitos. O lançamento nacional aconteceu em julho deste ano, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e das ministras Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), e do representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala.

A campanha é uma iniciativa conjunta, de âmbito internacional e intersetorial, e tem como objetivo dar visibilidade às mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes que vivem e trabalham em um contexto de desigualdades estruturais e desafios sociais, econômicos e ambientais, agravado pelo impacto da pandemia de COVID-19 na América Latina e Caribe. Só na região, mais de 60 milhões de mulheres vivem em territórios rurais.

Entre as ações que integram a campanha estão a identificação e difusão de experiências e conhecimentos sobre o poder transformador das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes, que levem até as mulheres do campo o conhecimento de direitos e políticas públicas ao seu alcance. A edição deste ano quer dar visibilidade também às mulheres como guardiãs e promotoras do desenvolvimento.

Na imagem em destaque: Mulheres que trabalham no plantio de hortaliças orgânicas no Assentamento Vista Alegre em Quixeramobim, no Ceará.

Repórter Ceará – ONUBR (Foto: FAO)

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