Minha lembrança de final de ano é o som do reisado do Mestre Piauí

Elistênio Alves • Colunista do Repórter Ceará
5 de dezembro de 2020 às 11:34

Ah, nada supera o final de ano em Quixeramobim e o som do violão, da zabumba e do triângulo do reisado no Mestre Piauí. Era sagrado, novembro e dezembro, em especial, a correria da meninada na baixada quando o Mestre passava com o Boi.

“Ôh senhora, me dê uma esmola, não tenha pena de dá”, a cantiga da porta na retirada da esmola ao boi pra matança do dia de Reis era sensacional. Corria com medo dos caretas no meio da rua. Era uma felicidade só. Mas, o melhor dia era na casa da Zuila, vizinho a Fatinha, na Cornélio Fernandes. O Mestre dançava a noite inteira com o boi.

Conheci todos os bichos. O jaraguá, a ema, a burra, o bode e o tão esperado boi. Meu sonho era que o Mestre um dia pudesse colocar meu nome na rima da partilha do Boi. Uma vez ele me deu a parte de dentro do boi, meu nome não é muito bom pra rima (rsrs). A Catirina, um show à parte. Sempre uma dança maluca com o careta que fazia todo mundo chorar de tanto sorrir. Hoje escuto as músicas e lembro-me desse tempo bom. A brincadeira era o tom do final do ano.

Hoje a música que marca é: “Adeus, amigos, adeus nosso amor, até paro ano, se nós vivo for. O nosso bloco é sem igual, adeus amigo não há outro igual”.

Que saudade do nosso Mestre!

Foto: Arquivo/SMC

Para conferir mais artigos na coluna de Elistênio Alves, clique AQUI.

Compartilhar...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Os comentários estão fechados
Anúncio
Entendendo A Notícia
Mídia Kit

Anuncie no Repórter Ceará

Baixe o Mídia Kit


Contato: jornalismo@sistemamaior.com.br

Enquete
Sorry, there are no polls available at the moment.
Curta nossa página
Escute ao vivo
SerTão TV
Visite-nos
Tempo