Sons e sentimentos do Sertão saltam do fole das sanfonas

Terezinha Oliveira • Colunista do Repórter Ceará
12 de dezembro de 2020 às 09:53 1

O Nordeste brasileiro guarda um valioso patrimônio da humanidade: a multiplicidade de expressões culturais de seu Povo, preservadas principalmente pelas comunidades mais pobres que formam os bairros periféricos dos centros urbanos e os rincões da zona rural.

Essa gente trabalhadora tem como ponto comum uma fervorosa fé em seus padroeiros e em alguns líderes religiosos, além da espontaneidade nas formas de se divertir e comemorar seus eventos, sempre com muita música e dança. Falar em Nordeste é falar em xote, xaxado, baião e toadas cantadas por Luiz Lua Gonzaga, imortalizado com sua sanfona e o chapéu de couro. Através de canções que falam da seca, dos pássaros, dos cursos d’água, da vegetação, das lutas e de seus heróis, da culinária e tantos outros aspectos da Região, o Brasil conheceu a nordestinidade ao som da Sanfona do Rei do Baião e de seus seguidores. Sua Majestade o Rei do Baião, nasceu no dia e Santa Luzia – 13 de dezembro de 1912, em Exú-PE, nos limites com o Cariri cearense.

Em Quixeramobim não poderia ser diferente. Município do semi-árido, intrinsecamente ligado à pecuária, viveu o apogeu da cotonicultura e apresenta como principais manifestações o Boi de Reisado, os Vaqueiros, as Bordadeiras, Artesãos que trabalham o couro, pedras brutas e pedras semi-preciosas e com estas fabricam jóias.

Mas a terra apadrinhada por Santo Antônio, onde nasceu Antônio Conselheiro, tem tradição musical, sendo um celeiro de sanfoneiros habilidosos no puxar o fole e dedilhar as teclas. Alguns deles já inativos mas com vivências a serem compartilhadas com os que atuam e aqueles que têm talento para esta profissão.

Tenho admiração e um carinho especial por nosso Luiz Gonzaga (dos Santoa), nascido no distrito de Macaoca/Madalena que já foi Quixeramobim. Esse é o NONÔ que por muito tempo comandou o “Crepúsculo Sertanejo”, um programa radiofônico dedicado à música tradicional do Nordeste.

Impossível nomear todos nossos Artistas da Sanfona; começo pelos irmãos Dedé e Luiz Paulo, João Taveira, Felipão e Wagner (Forró o Bunitim). Pelos distritos da Berilânia temos Joaquim Tenilson e Geraldo Ferreira, do São Miguel temos o Filho, Kojak e sua irmã Carolzinha do Uruquê ??/ Zé Iris e muitos outros instrumentistas que animam a nossa Gente sertaneja.

Confira mais artigos na coluna de Terezinha Oliveira clicando AQUI.

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1 Comentário
  1. Excelente artigo. Importante ressaltar que a guarda compartilhada instituída em nossa país, nada tem haver com o compartilhamento de atribuições, a verdade é que essa lei foi criada para “inglês ver”, tendo em vista que na prática nada mudou em relação a guarda unilateral, bem como a regulamentação de visitas, muita das vezes sendo confundida com a guarda alternada.

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