Ambientação natalina e as distorções geográficas

Terezinha Oliveira • Colunista do Repórter Ceará
19 de dezembro de 2020 às 11:30

Dezembro é o mês marcado pela maior data da cristandade: o Nascimento de Jesus Cristo. O Filho de Deus veio ao Mundo durante a viagem do casal Maria e José, que iam de Nazaré para Belém, onde participariam do Censo determinado pelo governo romano. Ao perceber que se aproximava o momento do parto Maria alerta José para buscarem um local de pouso. Entretanto, muitos outros viajantes estavam em Belém para serem recenseados e não havia vagas nas hospedarias; daí seu abrigo foi uma estrebaria e a Criança posta na manjedoura.

Geograficamente, o Natal tem por referência uma região árida: a Província da Judéia e elementos campestres como palhas, pequenos animais e pastores. O anúncio da chegada do Menino Deus feito por Anjos, atraiu os Reis Magos que foram guiados por uma estrela brilhante. Portanto, o Nordeste tem paisagem similar à Judéia e os elementos decorativos dessa festa não vêm de zonas frias, cheias de neves onde deslizam trenós. O gordo Papai Noel derreteria de calor sob o sol equatorial. A vegetação nordestina é a Caatinga dos cactos com espinhos e não verdes pinheiros gigantes inexistentes na Judéia. Quem transportou a Virgem Maria e seu filho foi um burrico dos trópicos e não animais das zonas temperadas ou glaciais.

Entretanto, os aspectos geográficos sucumbem diante dos interesses comerciais. O mercantilismo que norteou a dominação europeia nos demais continentes, hoje apelidado de “Globalização”, tira o foco da história da Sagrada Família, da vinda do Deus Menino que chegou ao Mundo para nos salvar, jogando nas prateleiras e fachadas das lojas, nas ruas e na mídia os símbolos pagãos, pois o que lhes interessam é vender, vender, lucrar, lucrar.

Para ornamentar seus ambientes no final de ano, espero que sejam lembrados os verdadeiros símbolos do Natal. Sou graduada em Geografia e Economia e no quesito representação do Natal preservo a verdadeira paisagem. É o cenário  da Judéia, árido como o Nordeste que me emociona

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