Pandemia e a necropolítica no Brasil

Maslowa Pinheiro Rodrigues • Colunista do Repórter Ceará
17 de janeiro de 2021 às 11:07 4

É fato: estamos vivendo uma nova onda da pandemia do novo coronavírus, que parece ser ainda mais violenta que a primeira. Mais violenta por vários motivos: surgimento de novas variantes que são mais contagiosas, pessoas que simplesmente relaxaram nos cuidados e claro, a inação do Governo em relação ao enfrentamento da situação.

Aliás, além de existir um claro descaso desde o início da pandemia por parte do Governo brasileiro em relação à doença, ações para atrapalhar quem ainda tenta fazer algo é o que não faltam.

Vejamos a situação do Estado do Amazonas, onde faltou, nada mais, nada menos, que oxigênio nos hospitais, o que resultou em inúmeras mortes dos pacientes por asfixia, além de muito desespero dos profissionais da saúde e de pessoas que tem o mínimo de empatia para com o próximo, pois é impossível ficar alheio a tanto sofrimento.

E o mais revoltante é saber que o Governo brasileiro zerou impostos sobre importação de armas de fogo e reduziu em relação aos videogames, por exemplo, e aumentou, em 16%, os impostos sobre cilindros de oxigênio, semanas antes do caos se instalar em Manaus/AM.

Lembremos, também, do anúncio de falta de dinheiro para comprar seringas, do atraso e embaraços em relação às vacinas, das piadas que diminuem a importância da pandemia, das mentiras e assim por diante.

É simplesmente inacreditável, inaceitável!

Fica clara a existência de uma verdadeira necropolítica tributária, onde o governo decide, por meio de atos, como os citados acima, quem vive e quem morre.

A pergunta que não quer calar é: vai ficar por isso mesmo? Qual a nossa parcela, como cidadãos, nisso tudo?

Foto: Reprodução/Facebook

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4 Comentários
  1. Gislene disse:

    Muito bom !!! 👋👋👋

  2. Hemanuela Ribeiro disse:

    Excelente explanação sobre o assunto atual e fica aqui minha reflexão: Imaginamos que todos são mortais, menos “eu”. Não é assim que parece pensar o vizinho que se recusa a usar máscara?
    Os mortos se contam aos milhares. Mesmo assim, continuamos a viver como se a morte fosse um destino inevitável apenas para o outro.
    Sobreviver a estes tempos está cada dia mais difícil.

  3. Claudianne Borges disse:

    Um dia esta conta vai chegar, pois quem não honra as missões que assume, principalmente no que diz respeito aos seres humanos, um dia a conta chega .

  4. Marcel disse:

    É lamentável tudo que temos visto.
    Esse governo, é o governo da morte. Suas atitudes confirmam isso

Os comentários estão fechados
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