1 Minuto com Sérgio Machado: Quixeramobinenses têm mais assistência dos governos estadual e federal, do que da própria administração local

Sérgio Machado • Colunista do Repórter Ceará
1 de junho de 2021 às 21:48

A assistência para famílias durante o período pandêmico enfrentado pelo mundo é um fator crucial para evitar a fome e a interrupção de serviços essenciais à população, como a disponibilização de energia elétrica, água e gás de cozinha. Em Quixeramobim, no entanto, a situação é de desassistência.

A cidade vem dependendo de investimentos para a população feitos pelos governos do Ceará e Federal, ao ponto que o próprio município não chegou a traçar, sequer, um plano de ajuda econômica para os trabalhadores e comerciantes.

Do Governo do Estado, as famílias recebem o valor referente ao programa Mais Infância e o Vale Gás, além do pagamento da energia elétrica para famílias de baixa renda, sem contar com o auxílio Cesta Básica, de R$ 200 por mês. Do Governo Federal, por sua vez, continuam sendo transferidos para as prefeituras os recursos para compra de merenda escolar, bem como continua sendo pago o auxílio emergencial, que começou em R$ 600, em 2020, e chegou ao seu menor patamar, de R$ 150, neste ano. Apesar disso, é um assistência para quem está desempregado ou que possui salários atrasados.

O Estado ainda pagou a conta de água nos municípios em que o recurso é administrado pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). Quixeramobim deveria ter seguido o exemplo, já que o Governo Estadual não pode interferir no SAAE, por ser uma autarquia municipal. No entanto, o que se observou e vislumbra é a continuação da cobrança, sem nenhum desconto, nem mesmo para as pessoas que consomem menos que a taxa de 10 metros cúbicos, tanto na cidade como na zona rural.

Durante este período trágico da humanidade, as três esferas governamentais deveriam complementar suas ações. Já que do Governo Federal e Estadual concederam auxílios para a população, a cidade poderia ter complementado, independente da situação econômica. O que não se pode admitir é que uma família tenha os serviços de água e luz interrompidos, e não tenha uma quantia no bolso para comprar um botijão de gás ou 1 quilo de feijão/arroz, no mínimo. A falta de assistência gera, além de todo o explanado, a fome. E ela dói não só no estômago, mas também no coração.

Para conferir mais artigos na coluna de Sérgio Machado, clique AQUI.

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