23 de julho: uma data, duas saudades

Terezinha Oliveira • Colunista do Repórter Ceará
23 de julho de 2021 às 11:36

A região Nordeste é um celeiro cultural em todas as Artes, seja erudita ou popular. Por uma triste coincidência, a data de 23 de julho em anos consecutivos foi marcada pelas despedidas de José Domingos Moraes e Ariano Vilar Suassuna.

Em 23 de julho de 2013 faleceu em São Paulo o pernambucano DOMINGUINHOS, nascido em 12 de fevereiro de 1941, na cidade de Garanhuns, onde começou a tocar acordeon desde muito cedo, nas feiras e portas de hotéis. Foi em um desses hotéis que os pequenos tocadores foram vistos por Luiz Gonzaga, o Rei do Baião que vislumbrou o talento do menino chamado “Neném” que se tornaria o “Príncipe do Baião”.

Em 23 de julho de 2013 o Brasil perdeu um músico excepcional; o Nordeste perdeu uma referência artística e hoje guardamos aquele sorriso na lembrança e sua sonoridade ainda embala meu coração e eu peço ao vento que leve esse recado ao nosso “sanfoneiro poeta”: que falta eu sinto de VOCÊ; que falta me faz sua música. É Dominguinhos “tô com saudade de tu …. do teu olhar carinhoso”. Nos resta recordar o seu legado; o rico cancioneiro em parceria com outros iluminados parceiros como Anastácia, Gilberto Gil, Fausto Nilo e Nando Cordel, entre outros.

No ano de 2014, o dia 23 de julho empobreceu a Literatura brasileira. Falecia o dramaturgo, romancista, ensaísta, poeta, professor e advogado ARIANO Suassuna. Nascido em 16 de junho de 1927, na cidade Parahyba do Norte (atual João Pessoa). mais precisamente no ‘Palácio da Redenção”, sede do Governo da Paraíba, pois seu pai – João Suassuna ocupava o cargo de mandatário maior daquele Estado. Após o assassinato do pai a família vai morar em Taperoá e em 1942 Ariano se transfere para Recife onde viveu até sua morte.

Em 1947 teve publicado o primeiro poema “Noturno” e escreveu sua primeira peça “Uma Mulher Vestida de Sol”. Idealizador do Movimento Armorial e autor das obras “Auto da Compadecida”, “O Romance d’A Pedra do Reino”, “O Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta”, foi um preeminente defensor da cultura do Nordeste. Cada palestra e até mesmo as entrvistas de Ariano se tornavam “Aulas”. Quanta sabedoria espalhava o criador de “João Grilo”, “Chicó” e outras figuras tão nossas. Esse espaço é curto para apresentarmos sua vasta obra fruto de uma genialidade ímpar.

Eita Nordeste rico de tantos Artistas; mesmo distantes Dominguinhos e Ariano vivem em suas criações.

Confira mais artigos na coluna de Terezinha Oliveira AQUI.

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