Há possibilidade de variante Ômicron já estar no Brasil, diz diretor da Anvisa

27 de novembro de 2021 às 10:31

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, afirmou nessa sexta-feira, 26, que há a possibilidade de a variante Ômicron já estar circulando no Brasil, embora, não tenha ocorrido a detecção efetiva de nenhum infectado.

“Realmente a possibilidade existe, não temos como dizer que é zero chance de já estar no Brasil, que não é possível. A possibilidade de termos algum caso que não tenha sido identificado existe, é uma possibilidade, mas até o momento não existe.”, afirma Barra Torres.

A Anvisa recomendou nesta sexta-feira medidas de restrição para voos, a decisão vale para viajantes procedentes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

“Nossas equipes de portos, aeroportos e fronteiras estavam acompanhando a evolução das notícias, na manhã de hoje oficializamos à Casa Civil com nota técnica orientando sobre a restrição – por enquanto temporária – de voos desses países do Sul da África ou  passageiros que fizeram escalas nesses voos. Esperamos que essa medida seja acatada ainda hoje pelos ministérios da Casa Civil, da Justiça, da Saúde e Infraestrutura, que são os ministérios que assinam as portarias de fronteiras”, afirmou Barra Torres.

O presidente da Anvisa explica que a medida de restrição também foi adotada em outros países e a tendência é que seja aplicada por demais nações.

“Países como Itália, Alemanha e Japão adotaram a mesma medida, principalmente nesse momento inicial quando temos mais incertezas do que certezas. O que temos é que no local onde foi descoberta essa variante houve um aumento exponencial de casos”, disse.

Segundo Barra Torres, a medida de restrição de voos provenientes de países africanos visa “mitigar ou atrasar ao máximo” a chegada da nova variante ao Brasil.

“É importante que a população se conscientize que a pandemia ainda não acabou, o apito final deste jogo ainda não foi dado. Nós temos sim uma cultura vacinal muito forte, temos milhões de pessoas aderindo voluntariamente à vacinação. Se a vacinação fosse um candidato e a eleição fosse hoje, a vacina venceria em primeiro turno, o candidato do momento é a vacina.Temos como evitar mantendo uma cultura de vacinação forte”, explicou o diretor da Anvisa.

Repórter Ceará (Foto: Marcelo Camargo)

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