Que o ano novo traga, para Quixeramobim, população, espaço urbano e natureza em harmonia

Terezinha Oliveira • Colunista do Repórter Ceará
8 de janeiro de 2022 às 11:15 0

“Adeus Ano Velho – Feliz Ano Novo” é o bordão comum do último mês do calendário gregoriano. Repetem-se as reflexões sobre o que foi feito e o que faltou, além do enunciado dos propósitos de melhorar. E o clima festivo é marcado por luzes enfeitando praças, vitrines e residências, onde são vistas pessoas reunidas nas Confraternizações. E que a FRATERNIDADE perdure nos meses que se sucedem.

A essência da Fraternidade é sentir e agir considerando que viver em Comunidade exige pensar no ambiente que nos cerca, no qual moram outras pessoas com os mesmos deveres e direitos: ir e vir a pé, em bicicletas, motos, automóveis etc, estacionar o veículo, curtir momentos agradáveis em espaços públicos bem cuidados onde aconteçam apresentações culturais que reafirmem a identidade de cada Lugar. Talvez o fortalecimento da riqueza imaterial: a Fé, os traços culturais, os laços de solidariedade entre os moradores, contribua para arrefecer o índice de violência que se registra atualmente.

A Terra, planeta onde vivemos, recebeu do Criador uma rica natureza capaz de saciar a fome e a sede, prover abrigos, além das paisagens belas que estimulam a contemplação. Situado no tórrido Sertão cearense, Quixeramobim vive sob temperaturas altas na maioria dos meses; porém, movidos  pelo imediatismo da ambição, Homens e Mulheres irracionalmente vão desmatando glebas na zona rural, cortando árvores que sombreavam residências e vias públicas.  Grave também são o assoreamento e poluição de cursos d’águas. Ficamos sem o Açude da Comissão; sumiu o Riacho da Palha e cada vez mais surgem moradias nas várzeas e leitos de açudes e córregos, fato que muito preocupa, pois traz sério risco de inundações; falta fiscalização dos órgãos públicos que deveriam impedir essa ocupação. Famílias de baixa renda são ludibriadas por inescrupulosos e vão morar em áreas vulneráveis. Em outras áreas as inundações podem decorrer pela obstrução dos canais de escoamento das águas pluviais em consequência do lixo jogado pelos moradores, sem a devida ação da Prefeitura – limpeza, campanha educativa e fiscalização. Outra situação que merece  atenção especial é a poluição sonora. Os veículos de propagandas e dos curtidores de “pancadões” circulam com o som muito acima do aceitável e a qualquer hora, desrespeitando as regras do convívio em sociedade e demonstrando a MÁ EDUCAÇÃO dos que assim atuam.

De um modo geral, predomina o desconhecimento acerca das funções dos órgãos públicos e das obrigações dos munícipes. No caso de entulho, quem deve retirá-lo das calçadas ou da via pública é o responsável pela obra; também é proibido ocupar a rua com o material da construção. No caso do comércio, é IRREGULAR por na calçada ou ruas as mercadorias. Alguns ainda usam cavaletes para obstruir estacionamentos em frente ao seu estabelecimento. Essa é mais uma transgressão que reflete a deseducação dos negociantes e a omissão da gestão pública. A situação caótica do trânsito decorre de omissões continuadas quanto medidas preconizadas em qualquer manual de gestão urbana e merece apreciação mais detalhada.

Teríamos um melhor convívio em 2022 se houver mudança comportamental na comunidade. Que bom se cada um cuidasse do lixo acondicionando corretamente em sacos fechados, sem jogar embalagens na via pública como se vê na zona comercial, nem amontoar entulhos e lixo nos terrenos baldios. Coleta seletiva facilitaria manter as ruas limpas e ainda gerar renda. Plante árvores e teremos microclima saudável; respeite o sossego do vizinho mantendo seu som em nível aceitável. Não obstrua o acesso às garagens nem a circulação dos pedestres. Demonstre ser um cidadão consciente e bem educado fazendo mais harmoniosa a convivência entre todos. E não aterrem os leitos de açudes e lagoas visando enganar famílias que buscam ter seus imóveis. É preciso agir com honestidade.

E que a Gestão Pública cumpra sua parte oferecendo bons serviços a todos e todas.

Foto: Deyved Viana

Para conferir mais artigos na coluna de Terezinha Oliveira, clique AQUI.

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