Editorial: Fora de consenso, PT precisa se unir novamente e focar nas Eleições de 2022

31 de janeiro de 2022 às 20:40

O PT está dividido no Ceará. Não é novidade que parte da sigla no Estado – uma minoria – tem voltado energias para defender candidatura própria da legenda para o Governo do Ceará e o fim da aliança entre PT e PDT, sob a justificativa do partido garantir o protagonismo local. Luizianne Lins, José Airton e Elmano de Freitas são aqueles que puxam a corda para essa divisão, mas que não são acompanhados pelas duas principais figuras petistas do Estado: o governador Camilo Santana e o vice-presidente da legenda a nível nacional, o deputado federal José Guimarães.

Camilo e Guimarães defendem a continuação da aliança entre PT e PDT, apesar das críticas do ex-governador Ciro Gomes (PDT) ao ex-presidente Lula (PT), porque entendem a relevância de uma hegemonia entre os partidos no cenário estadual, já que a oposição demonstra querer uma união em torno do nome do deputado federal Capitão Wagner (PROS) como pré-candidato ao Palácio da Abolição.

Hoje, PT e PDT são as siglas mais fortes do Ceará, que concentram o maior número de Prefeituras. Se entrarem em oposição entre si podem se ver em um cenário onde nenhum dos dois partidos ocupe a chefia do Executivo Estadual, uma situação onde petistas e pedetistas não querem estar.

O posicionamento da ala petista contra os Ferreira Gomes vem no momento em que o PT se torna a segunda maior legenda do Ceará, com a filiação de novos prefeitos, mas só resgata o sentimento de parte do partido que não quer estar ao lado dos FG, principalmente a figura de Luizianne, que já entrou em atritos com Ciro Gomes e com o próprio Camilo acerca da aliança ou posicionamentos dos FG.

Fato é que a decisão acerca da aliança estadual ficará com Lula e a Executiva Nacional do PT. A esperança do grupo que quer o fim do bloco PT-PDT é que o ex-presidente rompa os laços com os Ferreira Gomes no Estado, principalmente em relação às críticas que Ciro têm feito a Lula. No entanto, o projeto para a Presidência da República, suas alianças e apoios diferem da situação local, o que é conhecido por Luizianne, José Airton e Elmano.

Camilo classificou a postura de tal grupo que prega essa desunião como “cegueira política” e “radicalismo”. Em outras palavras, é preciso ponderar onde concordar e não concordar com quem se faz aliança, mas é necessário preservá-la a fim de que se crie um projeto de governo para o povo, e não somente um projeto de poder, onde não deve prevalecer a ideia de protagonismo partidário, mas a de serviço de qualidade e união em prol de um povo.

As próximas semanas serão de muito diálogo dentro das duas siglas, que se tornarão decisivas para as eleições deste ano. Se a união permanecer, será um cessar-fogo na ala ‘anti-FG’ do PT, mas que deve garantir um bloco forte para o sufrágio de 2022.

Foto: Divulgação

Editorial do Repórter Ceará

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