A entropia do universo pela irracionalidade dos humanos

Terezinha Oliveira • Colunista do Repórter Ceará
21 de maio de 2022 às 11:08

Várias são as teorias sobre a formação do universo, algumas fundamentadas em estudos científicos e outra arraigada em base religiosa.

  • Teoria do BIG BANG: explicada a partir do “Átomo primordial”, a expansão, resfriamento, formação da matéria e daí surgem as galáxias, estrelas e planetas
  • Teoria da Gravidade Quântica
  • Teoria M
  • Teoria da Seleção Natural Cosmológica
  • Teoria do Universo Oscilante
  • Teoria do Criacionismo: baseada nos escritos sob a ótica de crenças religiosas e se refere a um ser sobrenatural que é DEUS, o qual teria feito o “homem à sua imagem e semelhança”, dotando-lhe de inteligência, atributo que deu aos seres humanos a capacidade de raciocínio. Assim, homens e mulheres são considerados animais racionais por serem providos do mesmo poder de raciocínio.

Seja qual for a mais acertada entre essas teorias, é fato que o universo reúne elementos inanimados no reino mineral, bem como seres vivos distribuídos nos reinos animal e vegetal. Se no princípio havia o caos, sucederam-se processos diversos formatando o universo. E desde a pré-história, homens e mulheres observavam a natureza e seus fenômenos, interagindo com o ambiente ao seu redor, visando a sobrevivência do grupo. Compreender e adequar-se à dinâmica dos elementos naturais é condição “sine qua non” para o equilíbrio do planeta.

As necessidades dos seres vivos foram atendidas pela natureza, como o abrigo, alimentação, vestuário, instrumentos de trabalho e de defesa, ervas para curas etc. Os povos nômades se deslocavam para outras regiões quando se esgotavam os recursos do antigo lugar. Mas como a exploração não era predatória, aquele sítio se recompunha em seus recursos naturais, sazonalmente. O aumento da população e a fixação dos grupos em locais favoráveis para a troca de produtos propicia o surgimento de grandes cidades e poderosas civilizações. E desde então a natureza vem sendo transformada e nem sempre do modo mais adequado.

Os humanos, por serem dotados de raciocínio, ao longo dos séculos estudam e apreendem ensinamentos referentes à natureza, seus elementos, ciclos e reações. Conhecem, então, as consequências de rupturas no equilíbrio do ambiente e mesmo assim vem agindo como se pudessem submeter a natureza à sua vontade, colocando em risco as gerações atuais e futuras com a entropia do universo.

Os “não humanos”, animais ditos “irracionais”, agem com mais equilíbrio em seus ecossistemas. As aves constroem seus ninhos, se alimentam e migram de acordo com as estações. Muitas espécies estão se extinguindo devido às agressões em seu “habitat” provocada pela irracionalidade do “bicho-homem”.
Nas cidades, o concreto que abriga parte da população forma “selvas de pedras” que muitas vezes barram os ventos, geram lixo e não reservam a adequada arborização. Se houver cursos d’água, os leitos desaparecem, mas como a água sempre busca seu caminho, alagamentos são previsíveis. Pior é quando ocupam áreas de encostas de onde foi extirpada a cobertura vegetal, pois com o solo nu é fatal o deslizamento de consequências graves.

Ganância é a raiz da especulação imobiliária avassaladora que faz surgir bairros sem áreas verdes, sistema viário e serviços básicos ineficientes, especialmente a coleta de lixo. Onde a habitação tem por vizinhança a indústria, o nível de poluição se agrava, pois os gazes contaminam o ar e o maquinário gera a poluição sonora. As áreas rurais também perderam qualidade de vida com a prática agressiva do uso de agrotóxicos e desmatamento de grandes glebas para monoculturas. A mineração também agrava a poluição do solo e dos recursos hídricos. Nem as reservas florestais e áreas das comunidades indígenas ficam a salvo. Recursos não renováveis, como o petróleo e outros minerais. que são básicos para mover a economia global, motivam guerras que aceleram a autodestruição humana.

A mata primitiva existente nas cabeceiras dos cursos d’águas, a mata ciliar que circundava os espelhos d’água e o arvoredo que revestia as encostas de serras e morros protegiam os solos evitando deslizamentos. As águas desviadas buscam seu caminho e voltam penalizando os “ocupantes indevidos”, pois a natureza não castiga, apenas demonstra as consequências em resposta às agressões sofridas. Outros exemplos do desequilíbrio ambiental estão aos nossos olhos e os governantes, os magnatas, continuam indiferentes à mortandade e empobrecimento do planeta. A natureza agoniza tendo como algoz aqueles a quem ela deu as condições pra viver muito bem.

Foto: Reprodução

Confira a mais artigos na coluna de Terezinha Oliveira AQUI.

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