A rachadura na aliança PT-PDT e os esforços para manter a união

Sérgio Machado • Colunista do Repórter Ceará
26 de junho de 2022 às 10:36

As discussões para decidir quem será o nome para suceder Camilo Santana (PT) na disputa pelo Governo do Ceará alcançaram um novo capítulo nos últimos dias, com declarações e mínimos desentendimentos.

Pelas declarações, ficou evidente que a discussão entre PT e PDT não está sendo tão amigável quanto deveria. As provas disso são as falas do pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, e de figuras políticas dos quadros do PT, como o deputado José Guimarães, que já chegou a afirmar que a aliança entre as siglas “está no limite”.

Fontes ouvidas por jornais de repercussão nacional apontam que o senador Cid Gomes (PDT) tem tentado apaziguar os ânimos e manter a aliança. Aliado a ele, o ex-governador Camilo Santana (PT) também tem agido nesse sentido, abordando, sempre que vem a público, que é preciso focar na união e em um projeto de governo, portanto, coletivo.

Obviamente que é visível a preferência entre alguns dos cotados para suceder Camilo Santana. Enquanto o PT prefere Izolda Cela, Lupi, presidente nacional do PDT, já externou o desejo de ver Roberto Cláudio disputando o Executivo estadual.

Do ponto de vista eleitoral, isso vem demonstrando desgaste e desunião – que vem tentando ser contornada -, dentro e fora das siglas, justamente em um momento onde a oposição tem se dedicado a construir o nome de Capitão Wagner para a disputa.

Camilo é, atualmente, a figura política que detém o maior capital eleitoral transferível do Estado. Portanto, seu apoio, que será irrestrito a qualquer nome escolhido pelo PDT, é essencial para a disputa. Por isso, as duas siglas, caso queiram continuar no poder, devem manter um diálogo mais ameno e focado em um projeto de governo, não em um projeto pessoal.

Fora isso, também devem ser levados em consideração pontos que forem levantados por partidos da base aliada, como é o caso do PSD, sigla que elegeu o segundo maior número de prefeitos do Estado em 2020 e que já externou o desejo de ocupar a vice na chapa governista, onde a legenda cogita o nome de Domingos Filho.

Seja qual for o plano dos dois partidos, o tempo se esvai aos poucos e, com ele, a chance de conseguir alcançar capital eleitoral para vencer a disputa, o que vem se mostrando necessário de acordo com as pesquisas já divulgadas.

Confira mais artigos na coluna de Sérgio Machado AQUI.

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