Geraldo Alckmin defende reforma trabalhista proposta pelo Governo Temer e ressalta que pretende ampliar Bolsa Família

Na noite de ontem, 09, oito candidatos à Presidência da República participaram do primeiro debate em TV aberta promovido pela TV Bandeirantes. O programa durou 3 horas e 13 minutos, se estendendo até a madrugada de hoje, 10.

Estavam presentes os candidatos Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT).

Confira as propostas e as respostas do candidato ao Planalto Geraldo Alckmin (PSDB):
Emprego – “Essa é a questão central. O Brasil voltar a gerar emprego e renda. O Brasil precisa crescer, e para poder crescer precisa ter investimentos. E investimento é confiança. As primeiras medidas nossas serão pelo lado fiscal, sem aumentar impostos, reduzir despesa para zerar o déficit em menos de dois anos. Segunda medida, simplificação tributária. Simplificar, desburocratizar, destravar a economia. A terceira, abertura econômica. Os países que passaram de renda média para renda mais alta todos eles tiveram na abertura da economia um papel fundamental. Fazer acordos comerciais, entrar no TPP, na Aliança do Pacifico junto com o Japão e os países asiáticos. Reduzir o custo Brasil. O Brasil ficou caro, e por isso perdeu competitividade. O Brasil da década de 30 até a década de 90 foi o país que mais cresceu no mundo. Ele precisa voltar a crescer, crescer forte, melhorar o poder de compra, o salário, salário mínimo, a renda da nossa população. Essa é nossa prioridade. Educação básica, começando lá na infância, do ensino infantil até a pesquisa e a inovação.”

Reforma trabalhista – “Sou favorável à reforma trabalhista. A reforma trabalhista foi um avanço. Um grande desafio não só do Brasil, mas do mundo inteiro é o emprego e renda. É evidente que a tecnologia permite produzir mais com menos gente. Nós tínhamos uma legislação do século passado, autárquica, de cima para baixo. Passamos a ter uma relação moderna. O que nós tínhamos era um grande cartório. Dezessete mil sindicatos no Brasil. Aliás, o mais estranho é que são 12,5 mil de trabalhadores com mais de 5 mil sindicatos patronais. É um verdadeiro cartório, mantido com o imposto sindical. A maioria não fez nem convenção coletiva. Nós vamos, sim, prestigiar aqueles sindicatos que representam os trabalhadores. Defender os direitos do trabalhador. O caso das mulheres grávidas, por exemplo, merece uma correção, mas a mudança da reforma trabalhista é necessária.”

Segurança pública – “Vamos enfrentar duramente o crime organizado – especialmente nas fronteiras –, tráfico de drogas e armas. Integração das Forças Armadas, Polícia Federal, dos estados, criar a Guarda Nacional para proteger também a área rural, onde estão aqueles que moram de maneira mais distante. Apoiar estados. Vamos ser parceiros dos estados, dos governadores, dos prefeitos. Trabalhar juntos neste que é o grande desafio latino-americano e do Brasil.”

Combate à corrupção – “Eu entendo que a Lava Jato, senador Alvaro Dias, ela é uma conquista da sociedade. Não há nenhuma hipótese de mudá-la. O que nós precisamos é aprofundá-la, é acabar com a impunidade, com o chamado crime do colarinho branco. Quem deve, cadeia. É isso que se deseja e é isso que deve ser feito. E entendo que nós devemos reformar as instituições, começando pela reforma política. Não é possível continuar com 35 partidos. E, de outro lado ainda, termos voto proporcional. Eu defendo voto distrital misto, modelo alemão, onde o vizinho fiscaliza, vizinho fiscaliza, cria uma proximidade maior. Nos Estados Unidos, o mandato do deputado é de dois anos. Ninguém reclama. Nem o representante nem o representado. E aprimorar os nossos sistemas de controle: Controladoria-Geral da União, todo apoio aos sistemas de investigação, Ministério Público. Os poderes são independentes, e esse é o bom caminho, é o que nós acreditamos. E exemplo. Aliás, quero aqui reiterar, eu também fui deputado estadual, federal, governador. Não tenho nenhuma aposentadoria, abri mão de tudo. Tenho o INSS, R$ 5 mil, aos 63 anos de idade.”

Bolsa Família – “Primeiro: o Bolsa Família é um ótimo programa e nós pretendemos até ampliá-lo. O BNDES tem lá duzentos e tantos bilhões de reais que são do governo. Nós vamos trazer de volta, gradualmente, parte desses recursos. E esses recursos nós vamos investir em, prioritariamente, na área social. Especialmente, no Nordeste brasileiro. Água no semiárido. Ajudei na questão da transposição do Rio São Francisco. E emprego, emprego e emprego. É isso que vai ser o caminho. Aqui em São Paulo nós temos os programas sociais muito bem avaliados. Um programa nosso, o restaurante Bom Prato, há 18 anos a R$ 1. O nosso Renda Cidadã, nós substituímos pelo Renda Família, nós abrigamos toda a família. Moradia para quem precisa. Temos o maior programa habitacional e habitação de interesse social. Quem ganha um salário mínimo tem acesso à casa própria através do nosso programa da CDHU. E inovamos fazendo a PPP da habitação aqui no centro de São Paulo, trazendo quem mora na periferia para poder morar mais perto do centro, mais perto do seu trabalho. Saneamento básico e promoção de emprego e renda, agricultura, turismo, serviços, comércio.”

Indicações políticas para o governo – “Nós vamos escolher nos partidos os melhores quadros. Dei o exemplo da minha candidata a vice, a senadora Ana Amélia, um dos melhores quadros do parlamento, além de representar as mulheres. Segundo critério: os melhores quadros da sociedade. A maioria dos meus secretários estaduais não tinha filiação partidária e foram ótimos secretários. Terceiro critério: o critério da competência. É claro que o governo, quem perde deve fiscalizar, exercer oposição, e quem ganha governe e governe bem para resolver os problemas do povo, para o Brasil andar e criar emprego e renda. Agências reguladoras? A mil quilômetros de partidos políticos, totalmente profissionalizadas. Diminuir o tamanho do Estado, reduzir ministérios. Nós vamos fazer um ajuste pelo lado da despesa, poupando dinheiro da população. Privatização. O Estado não ficar mais fraco, vai ficar mais forte, tendo boas agências fiscalizadoras e discutindo marcos regulatórios.”

Considerações finais – “Agradecer a você, Boechat, à toda equipe da Band, aos candidatos aqui presentes e, principalmente, agradecer a vocês que até essa hora da madrugada, estão acompanhando esse debate. É a sociedade, é a população, que vai fazer a diferença, nós vamos é organizar esse grande trabalho. Começando por uma grande equipe que está nos ajudando no programa de governo para apresentarmos as melhores propostas para o país. Depois, governabilidade. Uma coisa é falar, outra coisa é fazer. Nós precisamos é tirar as coisas do papel. Eu fiz. São Paulo, mesmo na crise, cresceu. Fez R$ 5,3 bilhões em superávit primário. Reduzimos impostos. Não para empresário, mas para o contribuinte. O etanol é 12% na bomba enquanto que no Brasil inteiro é quase 25%. Reduzir gastos públicos. Vamos fazer o ajuste fiscal pelo lado da despesa. Indo no detalhe. Ministérios, aviões, senadores, deputados, estrutura do estado. E o Brasil voltar a crescer, vir ao encontro do seu grande destino, de uma grande nação. Com muita fé em Deus e determinação, vamos mudar o Brasil. Emprego e renda.”

Repórter Ceará com informações do G1 (Foto: Reprodução/TV Bandeirantes)

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