Camilo Santana critica “omissão” do PT na segurança durante gestões no Governo Federal

9 de janeiro de 2019 às 16:39
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Nesta quarta-feira, 09, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), reafirmou a decisão de enfrentar o crime organizado no Ceará e criticou a “omissão” do Governo Federal na segurança pública na gestão do PT (que durou de 2003 a 2010, com Lula, e de 2011 a 2016, com Dilma Rousseff). A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Tribuna BandNews FM.

Questionado se o Governo está surpreso pela extensão da onda de terror, Camilo reconheceu que os ataques são uma reação aos atos de sua gestão nos primeiros dias de 2019, e defendeu que “as consequências estão em declínio”, após a ajuda que recebeu do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

“É uma ação dura, é uma problemática em todos os estados brasileiros. Tomamos a decisão de enfrentar. É um momento difícil para garantir, a médio e longo prazo, um futuro melhor para o Estado”, afirmou o governador.

Camilo destacou que 215 pessoas já foram presas por participação nos ataques criminosos que assolam o Ceará há 8 dias. Também foram feitas 21 transferências de presos para presídios federais, ação que deve se estender a outros líderes de facções. O governador frisou que os ataques estão “em declínio”.

“Reconhecemos o problema. As ações estão acontecendo, prendemos 2015 pessoas, as consequências estão caindo, estão em declínio, há significativa redução de ações nos últimos dois dias”.

“O Ceará se preparou”, afirmou o petista, elencando aumento de agentes da segurança pública, investimentos em equipamentos e em tecnologia, em inteligência e reestruturação do comando do sistema penitenciário.

“Essa é uma decisão que tomei. Fiz uma reestruturação no governo, criei uma secretaria exclusivamente (para o sistema penitenciário), chamei o que há de melhor para comandar essa secretaria, que é o secretário Luís Mauro, que tem experiência, conhece o sistema, sabe o que fazer para colocar a ordem e a disciplina dentro dos presídios. Essa foi minha decisão e teve a consequência disso. Meu maior sofrimento aqui é saber as angústias que a população está sofrendo”, disse Camilo.

Governo Federal

O governador reafirmou o diálogo com o Governo Federal e o apoio no envio de tropas, na garantia de vagas nos presídios federal e no contato com o ministra da Segurança Pública, Sergio Moro. “É momento de união, independentemente de partido”.

Camilo voltou a dizer que a crise na segurança é um problema nacional e criticou o antigo governo do seu partido em relação ao tráfico de drogas e ao controle das fronteiras.

“O que posso garantir à população é que não vamos abrir mão de endurecer e ser duro contra o crime. O Estado precisa mostrar que quem manda é o Estado, não tem recuo nesse sentido. Isso precisa ser feito no Brasil inteiro. O Brasil foi dominado por facções criminosas por omissão dos governos. Até o governo que foi presidido pelo meu partido foi omisso”.

Repórter Ceará com informações do Tribuna do Ceará

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