Quixeramobim e alguns registros: da pré-história à história contemporânea

Terezinha Oliveira • Colunista do Repórter Ceará
28 de setembro de 2020 às 08:22

Muitos são os fatos e personagens da História ligados a Quixeramobim, onde algumas pedras contam sobre tempos remotos.

É possível fazer um mergulho nas Eras pré-históricas. Nos campos gerais desse Sertão ficaram registradas a existência de povos/civilizações primitivas, cujas marcas estão espalhadas em vários afloramentos cristalinos da zona rural do Município. A ocorrência dos sítios arqueológicos e paleontológicos com inscrições e pinturas rupestres, tem expressivo valor científico e são potenciais atrativos turísticos.

O mais relevante dentre os sítios mapeados é sem dúvida a “Pedra do Letreiro” situado na Fazenda Alegre, a 14,7 km da Sede Municipal (fotografia em destaque). Outro geossítio que merece destaque fica no Distrito de Encantado, na localidade Lagoa do Fofô (Fazenda Jordão). Os demais estão na Fazenda Canhotinho, São José, Poço da Serra, Mocó, Serrote de Santa Maria (Caraíbas), Cachoeira do Nêgo, Serrote da Onça e da Fortuna, em Paus Brancos.

O século XIX foi marcado por registros importantes na vida política e social do Nordeste. Quixeramobim foi palco de importante episódio de repercussão nacional: em reunião da Câmara Municipal da Vila Nova de Campo Maior de Quixeramobim, ocorrida em 09 de fevereiro de 1824, quando os representantes do povo repudiam as medidas arbitrárias de D. Pedro I, destronando-o e instalando a República. Um dos mais aguerridos vereadores desta Câmara é Gonçalo Inácio Loyola de Albuquerque, sacerdote que foi um dos líderes da Confederação do Equador – Movimento Revolucionário Republicano e Separatista que reuniu as Províncias de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, R. G. do Norte, Ceará e Piauí. Com a derrota dos revoltosos Padre Mororó, Frei Caneca e outros líderes foram presos e executados em Fortaleza.

A índole libertária dos indígenas, o espírito desbravador dos vaqueiros, o aguerrido sangue Maciel, o exemplo de Fé e justiça deixado por Antônio Conselheiro e a visão estratégica do Comendador Garcia, são valores que norteiam a história feita nesta Terra.

Foto: Arquivo/SMC

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